Navio histórico é retirado do Porto de Santos sete meses após afundar parcialmente

O navio Professor W. Besnard foi retirado do Porto de Santos em 23 de outubro, sete meses após afundar parcialmente. A operação foi realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) e pela Marfort Serviços Marítimos.

A embarcação adernou em 13 de março, no cais do Valongo, após a entrada de água da chuva. O navio havia sido doado ao Instituto do Mar (Imar) e passava por reformas.

Depois de ser reflutuado em junho, o Besnard foi levado a um estaleiro no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. No local, uma perícia técnica vai avaliar as condições da embarcação.

navio Professor W. Besnard

Lançado ao mar em 1966, o navio levou as primeiras equipes brasileiras de pesquisa à Antártica. Ao longo da trajetória, realizou mais de 260 viagens voltadas à formação de pesquisadores.

Operação de retirada e histórico do afundamento

Segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS), a operação para retirar a embarcação do cais durou cerca de uma hora. O trabalho reuniu 80 profissionais e teve o apoio de quatro rebocadores.



Após o incidente, a APS contratou emergencialmente a Marfort Serviços Marítimos por R$ 8,6 milhões para remover o navio. A previsão inicial era encaminhá-lo a um estaleiro em maio, mas o prazo contratual, encerrado em 23 de setembro, foi ultrapassado.

Em junho, a empresa concluiu a reflutuação do Besnard com auxílio de um guindaste e bombas de sucção. Desde então, a embarcação permaneceu sob monitoramento da Marfort e da APS até a retirada do cais.

Perícia em Guarujá e trajetória do navio histórico

A avaliação técnica deverá determinar as condições do casco e se existe possibilidade de recuperação. Em abril, o presidente da APS, Anderson Pomini, afirmou que o perito analisaria se a recuperação permitiria apenas manter o navio flutuando ou se ele poderia voltar a navegar.

Com 49,3 metros de comprimento, o Professor W. Besnard percorreu a costa brasileira e fez expedições ao arquipélago de Cabo Verde. A embarcação também passou por mais de 10 mil pontos de coleta em estudos científicos e viagens de formação de pesquisadores.

O navio passou por duas reformas na década de 1990. Em 2008, um grande incêndio deixou a embarcação fora de operação, condição que antecedeu o período em que ela passava por reformas após ser doada ao Instituto do Mar.



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