A greve de ônibus em Guarujá afetou passageiros do transporte municipal na terça-feira, 27 de outubro de 2026. Funcionários da City Transportes paralisaram as atividades.
Segundo informações da categoria, o movimento ocorreu em meio a um atraso no pagamento de um benefício aos trabalhadores. A paralisação envolveu funcionários da empresa, que tem cerca de 700 trabalhadores.
Os passageiros afetados utilizam as linhas municipais de Guarujá, no litoral paulista. A categoria informou que toda a frota aderiu à greve.

A City Transportes e a Prefeitura de Guarujá apresentaram posições sobre a paralisação e o pagamento do benefício. A administração municipal também informou que adotaria medidas para apurar responsabilidades e garantir a continuidade do serviço.
Atraso no vale-alimentação motivou a paralisação
Segundo informações da categoria, o vale-alimentação deveria ter sido depositado em 25 de outubro, mas o pagamento estava atrasado. A reivindicação relacionada ao benefício levou os trabalhadores da City Transportes a interromper as atividades.
Representantes da Prefeitura de Guarujá e da concessionária se reuniram com os trabalhadores durante a paralisação. No encontro, foi prometido que o benefício seria pago ainda na terça-feira (27).
A greve de ônibus em Guarujá teve como motivo informado pela categoria a falta desse pagamento. A promessa feita na reunião previa a quitação do benefício na mesma data em que ocorreu o movimento.
City e Prefeitura apresentam versões e medidas
A City Transportes atribuiu o atraso ao não recebimento do subsídio municipal. A empresa também questionou a ausência de comunicação antecipada da paralisação.
Em sua manifestação, a concessionária afirmou que não recebeu o aviso prévio de 72 horas previsto na legislação e que mantinha diálogo com a categoria. Também disse aguardar uma posição do Município sobre os repasses e que adotaria medidas judiciais para buscar a retomada imediata do serviço.
A Prefeitura de Guarujá informou ter acionado a empresa nas esferas administrativa e judicial para garantir a continuidade do transporte municipal. A administração cobrou uma solução para o pagamento do benefício, que chamou de vale-refeição, e pediu esclarecimentos sobre a situação.
O município afirmou que a Secretaria de Mobilidade não recebeu aviso prévio da paralisação e que abriria um processo administrativo para apurar eventuais responsabilidades da concessionária. A Prefeitura também declarou que a empresa pode ser multada caso descumpra as obrigações previstas no contrato.

