Travessias de balsas em SP terão nova operadora

A AcquaVias SP assume a operação de 14 travessias litorâneas no estado de São Paulo em 9 de novembro de 2026. Segundo a concessionária, os usuários poderão pagar as tarifas por Pix e cartões bancários.

A mudança ocorre após o consórcio vencer, em novembro de 2025, o leilão das travessias. O contrato foi firmado por meio de uma parceria público-privada (PPP).

Os serviços abrangem linhas da Baixada Santista e do Vale do Ribeira. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) acompanhará a transição junto à nova operadora.

travessias de balsas

A concessão prevê mudanças na cobrança e intervenções na infraestrutura das travessias. Entre os planos estão a modernização de terminais e a renovação gradual da frota, segundo o governo estadual.

Mudança na operação, formas de pagamento e tarifas

Nas travessias de balsas, os passageiros poderão pagar com Pix e cartões bancários, opções que se somam aos meios aceitos anteriormente. Até a mudança, a cobrança era feita em dinheiro ou por tags eletrônicas, segundo a concessionária.

A operação assistida terá duração de três meses, período em que a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) atuará junto à AcquaVias. De acordo com a pasta, o acompanhamento do governo busca manter a continuidade dos serviços durante a transição.



A Semil informou que a entrada da nova operadora não provocará mudança nos valores cobrados. Assim, as tarifas das 14 linhas abrangidas pelo contrato permanecem sem alteração neste início de operação.

Investimentos, modernização dos terminais e renovação da frota

O contrato prevê a requalificação e a ampliação de 20 terminais, com intervenções para melhorar as condições de embarque e desembarque. O plano inclui adequações de acessibilidade e reparos em pisos, coberturas e instalações.

Também estão previstas melhorias nos sistemas de informação aos usuários, nos estaleiros e nos sistemas operacionais. O projeto contempla novas oficinas de manutenção, centros de controle operacional, cabines automáticas de cobrança e infraestrutura para recarregar embarcações elétricas; as obras serão feitas gradualmente, conforme as necessidades de cada região e o cronograma contratual.

A concessão prevê a compra de 45 embarcações, das quais 41 serão elétricas. Segundo a Semil, as primeiras unidades elétricas devem ser entregues a partir do terceiro ano de contrato, e a substituição da frota atual deve terminar até o sétimo ano; o governo estima que a renovação poderá reduzir as emissões de dióxido de carbono em até 18 mil toneladas anuais.

Os investimentos previstos somam cerca de R$ 2,5 bilhões. No leilão, o consórcio ofereceu desconto de 12,60% sobre a contraprestação anual média de R$ 461 milhões estimada pelo estado, superando as propostas de outras três concorrentes.



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