Após dias de chuva, litoral de SP tem 116 praias impróprias para banho neste fim de semana; veja a lista

Número alarmante de praias impróprias

No litoral paulista, conforme informações atualizadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), um total de 116 praias foram classificadas como impróprias para banho. Essa situação se agrava especialmente após dias de chuvas intensas, que potencialmente afetam a qualidade da água em diversas regiões. Do total de locais considerados impróprios, 50 estão no Litoral Norte e 66 no Litoral Sul, refletindo uma preocupação crescente com a saúde e segurança dos banhistas.

Impacto da chuva na qualidade da água

A incidência de chuvas intensas tem um impacto direto e negativo na balneabilidade das praias. A água da chuva pode carrear poluentes como resíduos sólidos, esgoto, e substâncias químicas das áreas urbanas que, quando chegam ao mar, comprometem a qualidade da água, resultando em altos níveis de contaminação fecal. Esta contaminação é avaliada por meio de análises microbiológicas, que indicam a presença de coliformes e outras bactérias prejudiciais à saúde.

Como as análises são realizadas

O método de monitoramento da qualidade da água é rigoroso, envolvendo a coleta de amostras em 175 pontos ao longo da costa. As análises microbiológicas são feitas ao longo de cinco semanas consecutivas, com testes que utilizam como indicadores a presença de bactérias como Escherichia coli e enterococos. A partir desses testes, a CETESB classifica as praias como adequadas ou impróprias para atividades aquáticas.

praias impróprias para banho

Critérios de balneabilidade definidos

Os critérios utilizados para determinar a balneabilidade das águas são baseados em normas estabelecidas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Conforme a legislação, se a água apresentar níveis de enterococos acima do permitido, a praia é considerada imprópria. Estes padrões foram adotados pela CETESB desde 2001 com o intuito de proteger a saúde pública.

Praias mais afetadas no Litoral Norte

As análises realizadas revelaram que no Litoral Norte, as seguintes praias estão entre as mais afetadas pela contaminação:



  • Praia da Tabatinga – Próxima ao Rio Tabatinga
  • Praia de Cocanha
  • Massaaguaçu – Rua M. Carlota
  • Martim de Sá
  • Praia Prainha
  • Praia do Centro
  • Praia da Indaiá
  • Praia do Aruan
  • Praia Palmeiras
  • Praia do Porto Novo

Praias mais afetadas no Litoral Sul

No Litoral Sul, as praias que demonstraram impropriedade incluem:

  • Perequê
  • Pernambuco
  • Enseada – Estrada Pernambuco
  • Enseada – Avenida Atlântica
  • Enseada – Rua Chile
  • Enseada – Avenida Santa Maria
  • Pitangueiras – Avenida Puglisi
  • Pitangueiras – Rua S. Valadão
  • Astúrias
  • Guaiúba

Consequências da contaminação por bactérias

A presença de bactérias como coliformes termotolerantes e Escherichia coli na água pode levar a sérios problemas de saúde, como doenças gastrointestinais, infecções de pele e, em casos mais graves, condições que podem necessitar de hospitalização. A contaminação não só afeta a saúde dos banhistas, mas também pode impactar negativamente a economia local, já que praias consideradas impróprias desencorajam turistas.

Outros fatores que influenciam a qualidade da água

Além das chuvas, outros fatores contribuem para a deterioração da qualidade da água, incluindo:

  • Derramamento de óleo
  • Maré vermelha, que provoca floração de algas tóxicas
  • Escorrimento de água pluvial contaminada
  • Surtos de doenças relacionadas à água

Recomendações para banhistas

Diante da situação alarmante, é fundamental que banhistas e cidadãos respeitem as sinalizações de impropriedade e evitem entrar na água em locais considerados impróprios. Recomenda-se também:

  • Acompanhar os boletins de balneabilidade divulgados pela CETESB
  • Realizar denúncias sobre práticas que possam agravar a poluição das praias
  • Promover a conscientização sobre a importância da preservação ambiental e o cuidado com os resíduos nas zonas costeiras

A importância da conscientização ambiental

A preservação da qualidade das águas do litoral não é apenas uma questão de saúde pública, mas uma responsabilidade coletiva. Campanhas educativas e ações de limpeza, envolvimento da comunidade e fiscalização são imprescindíveis para manter a saúde do ecossistema marinho e proporcionar uma experiência segura ao visitante. A conscientização sobre a importância de manter as praias limpas e livres de poluentes é essencial para garantir a balneabilidade e a fauna e flora marinha.



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